sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Uma Aventura A Cavalo

                         UMA AVENTURA A CAVALO

                  Há um tempo atrás, no dia 07 de Outubro de 2017, meu pai comprou uma égua, preta com detalhes brancos pelo corpo, realmente muito bela. Quando meu pai chegou em casa vi como ela era linda, porém meu pai disse que eu não podia montar nela ainda. Fiquei triste no momento mas logo depois vi ele montar nela e vi o quão rebelde ela era, um dia depois eu e meu pai saímos para andarmos juntos a cavalo, eu o meu cavalo e ele na égua. Andamos uns 8 km e depois voltamos para a casa, ele passou trabalho para controlar a égua, mas tudo ocorreu bem. No fim de semana meu pai montou na égua de novo e saiu para andar, dessa vez tudo estava indo bem, até que ele estava andando na beira da faixa e estava vindo um ônibus, meu pai ficou com medo do que ela poderia fazer, quando o ônibus passou ela se assustou e começou a pular e empinar, e meu pai infelizmente teve que se jogar no chão para evitar uma lesão maior. Depois disso voltou para a casa e me contou o que aconteceu, e disse para eu ainda não montar nela, pois ela não estava preparada, fiquei um pouco intimidado, mas não muito, porque a uns anos atrás nós tínhamos comprado um cavalo e esse cavalo era novo e bem rebelde, aconteceram muitos acidentes por causa desse cavalo, por isso tivemos que vende-lo.
                  Alguns dias depois, no dia 12 de Outubro, sim, no dia das crianças, eu implorei para o meu pai para montar na égua, incomodei muito ele, até que depois de algumas horas ele deixou eu monta-la, eu montaria nela e meu pai no cavalo que nós temos, e nós botamos todos os apetrechos necessários para cavalgar neles, eu montei primeiro na égua, mas com a ajuda do meu pai, claro, porém quando fui andar a égua saiu correndo pois não estava acostumada com a rédea que nós botamos nela, quando ela saiu correndo eu perdi o controle e caí no chão, a égua pisou de raspão no meu peito e no meu rosto, bati com a nuca no portão e fiquei no chão. Gritei por meu pai, que deixou o cavalo amarrado em uma árvore e veio correndo para me ajudar, me buscou, me ajudou a caminhar para dentro de casa e olhamos minhas lesões, minha mãe estava muito assustada e preocupada. Depois de olharmos os machucados fomos para o hospital. Chegamos após uns quinze minutos no hospital, aguardamos por mais uns vinte minutos e fomos atendidos, fizemos os exames necessários e no fim de tudo não aconteceu nada de mais, nenhum ferimento grave, foram só ferimento superficiais, que por sinal foram bem feios, ardiam e doíam muito, o medico receitou uns remédios e nós voltamos para casa, pois eu estava bem. Quando chegamos em casa eu tomei os remédios e minha mãe estava muito brava com meu pai por ele ter comprado uma égua de má índole, assustada, brava etc, embora ele não tivesse como saber disso, porque o vendedor não falou sobre tal assunto. Eu não estava bravo com meu pai, pois para mim ele não tinha culpa, mas ele estava se sentindo culpado, por não ter explorado mais os defeitos dela, por não saber que isso podia acontecer e me deixar montar na égua, "apesar do susto não foi nada de mais", disse meu pai, aliviado.
                   Fiquei muito tempo sem montar de novo, foram alguns meses, por conta do medo de minha mãe, e também por conta de um pouco de medo de minha parte. Pode se dizer que fiquei traumatizado, nas primeiras semanas não queria mais nem chegar perto da égua, porém esse medo foi sumindo aos poucos, meu pai ficou uns dois meses tentando melhorar a doma da égua, ensinando coisas novas à ela, ficou tentando fazer com que ela se acostumasse com a rédia etc. Quando ele sentiu confiança em deixar eu andar nela de novo, minha mãe ainda não queria, mas eu estava muito ansioso por isso. Depois de muitos pedidos minha mãe deixou, fiquei muito feliz, e então fomos novamente botar os apetrechos necessários para montar nos cavalos, botamos tudo que precisava e eu fui montar na égua, estava muito feliz, mas quando eu montei minha felicidade sumiu, fiquei extremamente amedrontado pelo trauma de uns meses atrás, porém não deixem isso me afetar e continuei, quando saímos do terreno da nossa casa eu já estava bem mais confiante, pois o acidente havia sido no pátio de casa. Durante o nosso passeio a cavalo eu olhei para o eu pai e sorri dizendo, "Não é que eu consegui montar nela" e ele sorriu de volta e disse, "não é? Achei que isso nunca fosse acontecer de novo".

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