quarta-feira, 25 de setembro de 2019

ALMAS INTOCÁVEIS: 2° GUERRA MUNDIAL

HISTÓRIA 

  Meu nome é Christopher dwight Solwer, recebi meu chamado para a 2° grande guerra em 1940, quando completei meus 18 anos. Lembro estar indo me alistar com minha mãe e ela estava chorando lágrimas de sangue por mim, estava com seu rosto encostado em meu ombro e eu sentia seu medo de me perder, chegando na zona de alistamento eu ouvirá a vontade de matar de jovens homens. O ódio transpirava, o sangue bordava os jovens rapazes.
  Havia sido convocado no outro dia, pela manhã...Chegando no que seria minha nova casa, o quartel onde estava era limpo, mas escuro, como a noite. O coronel estava lá, o homem que todos temiam era engraçado, de certa forma, era carismático, possui olhos vibrantes e a maior vontade que já vi de matar nazistas, me falava sempre a frase: "Rapaz, hora de quebrar alguns ossos!" enquanto me mandava treinar, minha mira era horrível, porém peguei o jeito...Aquilo era mais que fácil depois que aprendi.
  Então além de treinamento recebi um  esquadrão, uma família. Éramos 5 homens: Charles Church, Enrick Douglas, Armand Hodd e Connor Kwendwain eram o meu esquadrão, somos a infantária. Em 1941 chegamos aos campos de guerra, levávamos nossas melhores amigas, nossas armas. ficamos felizes, "poucas baixas hoje rapazes!" gritava o coronel enquanto atirava em um homem que estava debaixo de seus pés.
 Pode parecer que foram poucas baixas, mas para mim, que nunca havia visto uma pessoa morrer, foi assustador...Ter o sangue de amigos em minhas mãos, atirar e matar homens que poderiam ter família, filhos, mães...Foi um dia ruim. Um dia que jamais esquecerei. Quem ficou pior que eu foi Charles, ele tinha problema com bebidas desde seus 15 anos, e naquela noite, isso se intensificou..Ele pegou em sua bagagem duas garrafas de vodka que havia roubado de um russo enquanto andávamos pela cidade que havia depois do campo de guerra. Estávamos na França, um bom lugar para morrer, com certeza.
 Fomos em um bordel local, o único que fui em toda a minha vida, o único ainda em pé naquela cidade... Eu era o homem da mulherada; cabelos ruivos, algumas pintas em meu rosto e meus olhos verdes-quase-amarelo.
-"Quem diria, não? Um lugar para fazer o que faço de melhor! transar e beber!!!" dizia Charles, ficará bêbado antes mesmo de abrir a garrafa, não, ele estava tentando enganar sua mente abalada, tinha uma bela moça no bordel, uma loiraça com um belo perfume, cheiro que lembro todo vez que fecho meus olhos para dormir...Naquele dia ela ficou lá, me olhando enquanto Armand recebia um tratamento de príncipe de uma morena louca e Charles entornava o Chanpagne e agarrava na bunda de uma daquelas belas moças. Tudo muito calmo, até Connor aparecer. Ele montará guarda lá fora por mais de meia hora, pediu a Armand para ajudar Enrick, nosso guarda-armas. Armand tinha 2 metros, loiro de pele bronzeada, bigode bem feito, cabelo raspado e um senso de humor incomum, no tempo de treino ele era conhecido como "Arma-pesada'' essa situação devido a ele usar uma metralhadora com apenas uma mão. Era como se ele fosse um herói americano, provavelmente o capitão o amava como um filho.
  Armand saiu para encontrar com Enrick mas ele havia desaparecido, onde estava não sei até os dias de hoje. Apareceu então o homem conhecido como Enrick Douglas, era um homem em que o capitão sentia muita fé, era bruto, mãos firmes, não era tão alto mais seus 1,75 de altura eram recompensados com o tamanho de seu espírito, ele era descendente de indígenas, tinha o cabelo com o corte raspado dos lados porém grande em cima, era estranho.. Enrick estava com sangue nas mãos, trouxe um pedaço de roupa rasgada junto a sí, ninguém perguntou nada, Enrick não era de falar.
 Criei coragem e comecei a falar com a moça loira, meu francês era horrível, entendi meia duzia de palavras e então, a beijei. Ela era linda e cheirosa, o beijo foi incrível, me afastei dela sorrindo, escutei um barulho. Era de rifle.
 Atiraram pela janela, a bala arrebentou a cabeça da moça envolta em meus braços, a bala pegou no meu olho, ficará cravada em minha pupila. a moça caiu no chão, sangrava tanto como um boi quando era degolado e deixado para morrer, o sangue dela entrou no meu nariz, na minha boca, era tão doce quanto seu perfume. Caí no chão, quase apaguei. Connor pegou sua pistola, atirou pela janela enlouquecidamente e então correu até mim:
 -"Ainda não é hora de morrer seu ruivo desgraçado!" Dizia ele enquanto olhava para o olho que me sobrou.
  Armand chegou. Era forte como um touro e usou isso para me carregar pra fora daquele buraco.
-"Enrick, emboscada! é um cara de rifle!" gritava Connor.
-"Cadê o Charlie? deixamos ele lá dentro?!"...Era isso que eu não precisava ouvir antes de desmaiar, mas foi o que aconteceu.
 Acordei em um quarto de um hospital abandonado de Paris, havíamos retomado a cidade, "viva la France" não é?... Perdi meu olho direito, Charles quase morreu, enquanto o tiroteio acontecia ele tinha apagado de tanto beber. Enrick, que agora era conhecido como "Escalpo" matou o atirador com um tiro na garganta, como recompensa arrancou seu cabelo, uma parte da cabeça do atirador, era bizzaro.
  Nos reunimos com o capitão, ele nos deu ordem de ir até o interior para matar Valk Franckz, cobrador de impostos e nas horas vagas matador de judeus, só não matou mais pessoas que a peste-negra. Agora estávamos brabos, irritados, queria matar, essa sensação me veio junto com o gosto de sangue na minha boca... Armand queria vingar as raparigas do bordel, todas foram mortas e Armand cavou um túmulo pra cada uma daquelas prostitutas.
  Partimos com uns cavalos que achamos dando sopa por aí, e, depois de dois dias chegamos ao interior, a cidade era muito pequena, cheia de campos com flores, não foi difícil achar Valk e seus cachorros nazistas. Vimos uma luz acessa no bar conhecido como o "Flamula de trigo" entramos, ele estava lá como suspeitamos:
- " Já era hora de vocês aparecerem, seus ratos americanos".Estava de costas para nós e então, quando se virou, vi uma criança em seus braços...Era uma criança assustada, um menino, chamava o papai e a mamãe. Valk falou pra ela a frase que me marcou para a vida toda:
-"Garoto, seus pais foram fuzilados pelos meus homens, dei os pedaços que sobraram aos porcos de sua fazenda, você é judeu também não é?". Sorria enquanto colocou seu revólver na boca de um menino de 11 anos.
 Aquela situação era terrível, voltei a enxergar com meu olho, não o direito, mas sim voltei a ver a verdadeira face daqueles contra quem lutávamos, Hitler e seus nazistas mereciam morrer, e eu iria matá-los um por um.
 Foi quando congelei, pensei, e finalmente puxei minha arma, mas ele foi mais rápido e encheu a boca daquela criança de pólvora...Ele ria como o demônio que era e então chorando atirei em sua mão, lhe arranquei 3 dedos com um tiro, ele caiu, e então eu vi o nome daquela criança escrita em um bastão de beisebol americano, o que aquele item faria lá naquele lugar? Ele me olhou gritando de dor e disse que aquele era o bastão que o pai judeuzinho daquele garoto lhe deu.
 A fúria me subia e novamente sentia o sangue de minha diabólica loira prostituta, fui até o canto onde o bastão estava, escrito "Alfred, com amor seu pai" olhei aquilo e o peguei, fui até Valk e seus 3 dedos espalhados no chão, sua mão machucada a mostra como se pedi-se para mim arrebentar ela. Foi o que fiz:
 Explodi sua mão com um só golpe, foi fácil..O próximo seria seus dois joelhos.
 Armand me puxou, dei um soco em seu rosto, ele caiu como se tivesse 20 cm de altura, eu derrubei ele com um só golpe. arrebentei os dois joelhos de Valk:
-"gosta disso? Nazista de merda, vou te matar espalhando seus miolos nessa porcaria de bar!".
-"Aaarghh!!! Meus joelhos seu desgraçado!" Ele estava sem força até para zombar de mim, o mataria logo mesmo.
 Então após tudo isso, arrebentei sua cabeça com o taco do menino que ele havia matado. 1,2,3,4, não foi muito mais que isso ,5,6,7,8, arrebentei sua cabeça, me senti ótimo! Estava vivo!
 Todos me olhavam  com medo, como se fosse um animal, e pode apostar que eu era, era um lobo, pelo menos até o urso recobrar sua consciência.
 Armand levantou e me deu um soco no peito, poderia ter quebrado uma costela fácil, sorte que ele se segurou...Me pegou pelo colarinho e me deu uma cabeçada, desmaiei logo em seguída.
  1943, já matei mais nazistas do que já tomei café da manhã com minha mãe, me deram um tapa olho estiloso, agora meu olho verde-quase-amarelo não tinha mais o mesmo brilho de antes. Armand estava de boa comigo, Charles voltou a sua casa, em um caixão com a bandeira da América em cima, sua morte foi uma surpresa para todos, estávamos na Itália, 1942, bons tempos...
 Estava transando com uma morena italiana, ela era muito fogosa, Charles estava fumando cigarros que achou em cima do balcão da casa onde estávamos, gostava de escutar a morena gemendo, a dividíamos as vezes, ela curtia.
 Charles estava preocupado com o que nós esperava lá fora, Escalpo e Armand estavam na janela, Connor estava vigiando a porta dos fundos, tudo bem até ai, mas fomos surpreendidos por soldados, arrombaram a porta dos fundos, Connor foi nocauteado rapidamente e então aconteceu... Um soldado atirou na perna de Charles, ele caiu, Armand puxou a arma, levou um tiro em seu braço direito, Charles então levou um tiro em sua barriga. Enrick gritava Enquanto trocava tiros com os soldados, eu estava pelado, sem arma, do lado daquela morena, seu nome era Fernanda Fiorre, ela estava assustada.
  Enrick matou 8 soldados sozinho, fugimos, Charles estava ferido, sangrando..
-" Chris, de a minha mãe o meu anel, diga a ela para contar que não voltarei a tempo para me casar." O filha da mãe tinha uma namorada, ainda assim fumava, bebia e fazia sexo com outras mulheres, era errado, mas era meu amigo. Morreu em meus braços, bravo apesar de tudo, um soldado leal.
 Fiquei furioso, estávamos escondidos na floresta ao sul de florença, não havia o que fazer, sorte que voltamos com vida. pelo menos 4 de nós 5. então do nada ouvi um grito, era Fernanda, os caras do governo pegaram ela, partiram sua barriga com uma faca, foi horrível.
 Agora já estamos no acampamento, fomos para perto da Alemanha, clima horrível, nosso plano era matar Hitler, éramos 120 homens e iríamos entrar pela praia, o plano era bom. 1 de janeiro de 1944, "boas festas rapazes" era o lema do capitão, entramos então na praia, eu, Armand, Connor, Enrick, Johnes, Dalton, Franklin, David, Eric, James, Johnathas, todos nós, todos os soldados que já conheci, 120 homens só do meu acampamento.
  -"Merda! estavam nos esperando!" dizia o capitão quando os nazistas começaram a atirar.
 desembarcamos, Enrick antes disso me contou o que aconteceu naquele dia, ou quase isso, me deu a entender.
 -'"Me sinto um monstro, fiz coisas horríveis, abominadas pelo homem, com uma mulher" ele falou isso, e dai eu entendi, ele havia estuprado uma garota na França, maldito seja, defendi esse animal como se fosse minha família..
 Descemos, corremos em direção a praia, vários só desciam e morriam, foi um massacre. Connor se escondeu em buraco, mas lançaram uma granada em sua direção, que merda, ele tinha 22 anos era mais novo que eu, por alguns meses. Ele virou nada, uma mancha de sangue naquele buraco.
-" Não! Connor! malditos nazistas!" irritaram o tanque, Armand estava com fome de nazistas.
 Armand recebeu vários tiros, mais sua raiva era muito maior que sua dor, matou mais ou menos uns 50 nazistas, e então se debruçou sobre a areia da praia. Dos homens que eu conhecia, sobrará eu e Enrick do meu esquadrão, o resto estava sobrando para os urubus...Mas será que conhecia Enrick? Ele era um estuprador, além disso arrancava escalpos, tudo bem que eu também era um amante de sangue e violência..Não,não era hora pra isso!
 Dos 120 sobraram 45, dos meus cinco amigos, sobrou somente eu, Enrick me olhava fortemente, durante o confronto, entramos dentro de um buraco juntos.
-" Esqueça o que eu disse está bem? se contar eu te mato aqui mesmo!" ele realmente iria, puxou seu facão.
-" Estuprar uma mulher? você é pior do que lixo Enrick, QUE SE DANE VOCÊ E ESSES ESCALPOS!!!" abandonei ele, ele correu atrás de mim, levou um tiro em sua perna, caiu, me olhou, pediu ajuda, eu neguei, ele foi morto, mereceu, lixo repugnante.
 Saimos da praía, chegamos até uma ponte 20 dias depois, era oficial, a guerra acabou depois de 6 anos. Estava feliz, sangrando um pouco, levei um balaço no ombro, nada demais. Estava vivo afinal de contas!
 Voltei como herói de guerra, mamãe me olhou com orgulho, o pequeno príncipe dela perdeu seu olho, ficou com algumas cicatrizes, mas voltou com a coroa do rei em suas mãos.
  Depois de 5 anos ainda sonho com os momentos de guerra, com o cheiro da loira, o suor da morena, o sangue em minha boca, o bastão de beisebol. Descobri que Enrick era religioso, talvez seu ato com a mulher que seria repugnante seria sua perda de virgindade sem antes casar, nunca saberei, é o peso que carregarei em meu consciente para sempre..
 Conheci a mulher de Charles, Sophia, era linda, resolvi a conhecer melhor, 3 meses depois estávamos juntos, 2 anos depois casamos. Agora possuo 2 filhos gêmeos, uma esposa, mamãe adora estar em minha casa.
  Essa é minha história, não é perfeita, ainda tenho traumas, estou melhorando, produzindo meu próprio suor dessa vez, não pelo meu país. Mas por mim, finalmente sou eu...

FIM

-Dérick Ribeiro michel




quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Superação

Cristian era uma criança que brincava com seus amigos todo dia na rua, um dia seu pai e sua mãe levaram ele e sua irmã para passear, no meio dessa viagem, aconteceu um trágico acidente, onde ele e sua irmã conseguiram sobreviver. O garoto começou a morar junto com sua vó e o seu vô Bernado, seu avô gostava muito de futebol, até que um dia ele levou Cristian em um estádio de futebol.
 O garoto ficou apaixonado no esporte, até que então, ele pediu para o seu avô que botasse ele em uma escolinha de futebol, Bernado levou ele, Cristian se destacou com o pessoal da sua idade, então falaram para ele treinar em outra categoria. Em um belo dia, o menino está voltando para a sua casa, onde se depara com um orfanato, quando Cristian olha para o lugar, ele avista uma pessoa que ele conhecia, chegou mais perto e viu que era sua irmã, pediu para entrar, barraram o menino, mas ele chamou ela, e pediu para ela sair, até que os dois se abraçaram muito forte, e o garoto disse que iria tirar ela de lá.
 Cristian saiu correndo para a casa do seu vô, gritou alto: EU ACHEI A MINHA IRMÃ. Sua vó saiu feliz da cozinha, mas o seu Bernado não, o avô não podia adotar ninguém pois estava na justiça, então o menino, começou a assistir muitos jogos de futebol, começou a treinar, a se dedicar. Um olheiro viu que o garoto tinha um talento diferenciado, levou ele para fazer um teste em um time, mas foi despensado, até que um dia, um clube chegou no seu avô, e falou que gostaria de levar ele para um clube, ele na hora disse sim, arrumou as malas e foi.
 O garoto foi crescendo até que um dia, ele subiu para o profissional, recebeu seu salário, e tirou a sua irmã do orfanato, Cristian, jogou a sua primeira partida, depois do jogo foi tentar ligar para o seu avô, e recebeu a notícia que seu Bernado tinha falecido. O garoto agora mais velho, ficou abalado, mas continou forte, e recebeu uma proposta de um time muito grande, aceitou e conheceu seu ídolo Ronaldinho.
Fez muitas partidas boas, mas em uma séria divida, teve uma lesão que fez ele se aposentar do futebol, o menino que tinha perdido seu avô, agora perdeu o seu sonho de continuar no futebol.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Seguindo seus passos...


   Era 1944, Robert era criança e tinha um sonho de ser soldado, seguir os caminhos de seu pai. Seu pai lutava nas guerras e tinha diversas armas, e Robert sempre foi fascinado por armas e tanques... Em uma das guerras seu pai não voltou, um tiro atingiu seu coração e ele não resistiu. Robert ficou tão chateado com a morte do seu pai, era seu melhor amigo e era o único que apoiava sua carreira, o resto da família tinha medo e achava que Robert não seria capaz e iria morrer igual seu pai, sua mãe queria que ele e seus irmãos trabalhassem na roça, mas Robert não desistiu.
   Quando ele fez 18 anos, entrou para o exercito, voltava só nos finais de semana, cada dia que passava ele tinha mais certeza do que ele queria para a vida dele, sentia muita saudades da sua família e principalmente do seu pai. Quando voltou no final de semana seus primos estavam na sua casa e convidaram ele para um baile, chegando lá Robert não conhecia muita gente, mas ele conheceu uma menina, Catarina, de olhos verdes, cabelos grandes e lisos, uma menina de família muito rica, foi amor a primeira vista, passaram a noite dançando juntos, mas não sabiam quando iriam se ver novamente, não estava nos planos de Robert se apaixonar, ele só pensava como iria ser o futuro dele, contava os dias para ir pra guerra. No meio da semana o general conversou com Robert, falou do seu desempenho e que já estava na hora de ir para guerra no Vietnã, ele seria um soldado de sucesso e iria honrar o nome de todos os soldados daquele exército, ele tinha apenas 2 dias para se despedir, os navios iriam sair as 10:00 em ponto na terça-feira. Robert não pensou duas vezes antes de aceitar a proposta, quando estava arrumando sua mala, lembrou de Catarina e dos seus lindos olhos verdes. Se despediu de sua mãe e seus irmãos, quando estava saindo sua mãe chamou:
- Toma meu filho, um porta retrato com uma foto nossa, seu pai deve estar muito orgulhoso de você assim como eu e seus irmãos estamos. Mande notícias, eu te amo!
Chorando e com o coração apertado, deu um beijo em todos e saiu. Quando chegou no Vietnã, Robert estava muito feliz em estar realizando seu sonho estava realmente preparado para isso, toda semana mandava uma carta para a sua família, já não sabia quando iria voltar, mas uma carta chegou e desanimou Robert, sua mãe estava doente, e não tinha quem ficasse com os seus irmãos, Robert voltou correndo para casa. O general ficou decepcionado mas entendeu o seu lado! Quando Robert, chegou se apavorou com a situação da sua mãe, era grave, isso desanimou ele, estava na hora de arrumar um emprego e ajudar em casa, e foi o que ele fez. Durante a semana, Robert já estava sem esperanças, estava disposto a tudo, inclusive trabalhar na roça como sua mãe sempre quis, começou a tomar conta das plantações, animais e principalmente dos seus irmãos. Sua mãe se recuperou e tentava motivar Robert a voltar para o exercício, mas ele já sabia que não iria ter a chance de voltar ao Vietnã.
  Catarina, a moça dos olhos verdes e cabelos lisos, sonhava em reencontrar Robert, era o amor da vida dela, e ela, o amor da vida de Robert. Se reencontraram num baile, depois de muito tempo, passaram a noite juntos e nunca mais se abandonaram, Robert se apresentou para os pais de Catarina, frequentava a casa dela e já estavam pensando em se casar, foram morar juntos na casa de Robert, Catarina sentia um mal estar toda noite, não sabiam o que era, suspeitavam de ser enxaqueca, mas na verdade, Catarina estava grávida do seu primeiro filho, a família ficou numa felicidade, estavam a espera, Robert tinha certeza que seu filho seria um menino, Lauro, iria entrar para o exercício como sei pai e seu avô. Durante a gravides aconteceu o casamento, foi tudo lindo, como sempre sonharam, os meses passaram muito rápido e então, chegou o Lauro, um menino doce dos olhos verdes igual sua mãe, a família estava muito feliz com a chegada do bebê. Já nem passava mais pela cabeça de Robert voltar a servir ao exército, ainda mais com a chegada de Lauro, mas uma ligação fez com que ele pensasse na idéia de voltar ao exército, o general ligou para ele, pedindo para que voltasse, era um bom soldado, talvez o melhor, Catarina apoiou Robert e disse que iriam ficar bem, mas que mandasse notícia. Robert, mais uma vez, foi, com o coração apertado, sua mãe já estava melhor, mas agora tinha um filho muito pequeno. Dessa vez Robert estava na Suécia, seria um confronto muito perigoso, mas ele acreditava no potencial dos outros soldados, tinham diversos armamentos isso confortava eles de que iriam voltar vivos. Já estavam lá a 15 dias, muitos já tinham morrido, Catarina estava preocupada, mas Robert mandou uma carta dizendo que estava tudo bem, mas que não sabia se iria ficar vivo, muitos já tinham morrido, o outro exército era muito forte, mas que ele iria lutar até o último minuto da vida dele! Depois de alguns meses, chegou a notícia, Robert levou um tiro nas costas, e acabou morrendo mas carregava com ele a foto que ganhou da sua mãe a primeira vez que foi para a guerra. Catarina ficou muito triste, Robert era o amor da vida dela, mas fez uma promessa, Lauro iria seguir o mesmo caminho de seu pai e seu avô. 
  
   

A Lenda de Kristina Khail

Autor: Roger

Era uma noite gelada na floresta de Boyhood, o vento forte predominava, os galhos e folhas das árvores balançavam constantemente. O dia 25 de setembro tinha tudo para ser normal, se não fosse pela viagem maldita que estava prestes a acontecer. Kelly, John e Breno eram os azarados da vez.
O trio de amigos tinham uma certa ansiedade em chegar no acampamento de Crystal Lake, mas a viagem seria demorada, em questão de dias, não dormiriam no carro pois seria algo muito desconfortável.

Então resolveram parar na estrada Ritter e acampar em algum lugar da floresta, já tinham as barracas e itens para se acomodar, porque não? Os rapazes estavam animados para a noite, já Kelly...

- Que coisa mais ridícula, a gente devia continuar na estrada, assim não chegaremos nunca. - Reclamou e bufou.

- Puts, começou. - Breno revirou os olhos.

O carro desacelerou e eles saíram do automóvel, entraram na floresta, procurando um lugar para dormir.

***

Com as barracas já montadas e o sono chegando, os três amigos se reuniram na frente das barracas e começaram a contar histórias.

Algumas bastantes saturadas e repetitivas como a Loira do Banheiro e o Pé Grande, que estavam causando mais sono que o necessário.

Entretanto, o sono parou quando Breno resolveu abrir a boca:

- E SE EU CONTASSE PRA VOCÊS QUE EXISTE UMA LENDA, MAIS CONHECIDA AQUI NESSA REGIÃO? - Questionou animado.

- Breno... Menos... BEM MENOS! - Kelly não acreditou.

- CALA A BOCA E DEIXA EU CONTINUAR. - Breno arregalou os olhos. - EM 1990, UMA MULHER CHAMADA KRISTINA KHAIL BATEU O CARRO EM UM POSTE DA RITTER, ELA VOOU PELO PARA-BRISA E TEVE A SUA GARGANTA CORTADA E...

- ELA MORREU? - John interrompeu.

- ÓBVIO! - Breno respondeu. - Desde então, dizem que ela voltou á vida e anda pela estrada, pedindo uma carona e ao mesmo tempo, PROCURANDO A PRÓXIMA VÍTIMA!

- Pelo amor de deus, cala a boca e vamos dormir. - Kelly ficou irritada.

Os três foram para as suas barracas. Kelly e John já que eram namorados, ficaram na mesma barraca, enquanto Breno na outra.

***

No meio das noite, uma gritaria acordou Kelly e John. Eles ficaram confusos e apavorados.

- QUEM TÁ GRITANDO? - Kelly berrou.

Os gritos claramente eram de Breno, ele pedia por "SOCORRO" inúmeras vezes e a voz não vinha de tão longe.

Naquele momento, Kelly segurou a mão do namorado e sussurrou:

- SE.. Se-ra qu-e-e é aquela mulher? - Gaguejou e começou a acreditar na lenda.

- EU NÃO SEI, EU PRECISO AJUDAR O BRENO! - O homem vasculhou sua mochila e retirou uma coisa importante lá de dentro.

Era um revólver.

- O QUÊ? - Kelly se desesperou, não entendendo. - O QUE VOCÊ VAI FAZER?

- EU VOU VER O QUE TÁ ACONTECENDO, USA ISSO PRA SE DEFENDER! - Ele se levantou, abriu o fecho da barraca e saiu correndo.

Kelly ficou em estado de choque e tentava escutar o que estava acontecendo lá fora.

Muito amedrontada, ela decidiu sair da barraca também.

- JOHN? BRENO? - Chamou pelos dois.

Apontou a mira para a frente e continuou andando, se aproximando de um matagal mais profundo.

Ela pressionou o gatilho e a bala atravessou o mato. Um barulho de corpo caindo no chão foi ouvido e ao mesmo tempo, um grito de desespero de John.

- A NÃO... A NÃO... - Kelly sabia que havia feito besteira.

Ela correu, atravessou o mato e ali teve uma infeliz e trágica surpresa:

Lá estava John, no chão, morrendo por conta da bala acidental disparada por sua namorada. O pobre rapaz se contorcia e colocava as duas mãos na própria barriga, tentando conter o sangramento.

Atrás dele, outra cena macabra acontecia, Breno também estava no chão, porém, seu corpo estava estraçalhado e em cima do rapaz, havia um urso, que o devorava.
O urso avistou Kelly no mesmo momento em que a moça largou a arma no chão, horrorizada e em estado de choque. O animal saiu de cima do corpo de Breno e foi em sua direção.
Um grito apavorante e alto da mulher assustou os pássaros da floresta, que voaram para longe em uma velocidade rápida. Ela nunca mais foi vista com vida.